Breve Histórico sobre GIBIS - (Brief History About COMIC BOOKS)

- Década de 1960 (1960's)

Autor: Afonso - contato: 70anosdegibis@gmail.com 

Os primeiros registros neste módulo ocorreram em 03/2014.

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Introdução:

 

## A cultura dos quadrinhos no final da década de 1950, início dos anos 60 já estava definitivamente consolidada no Brasil. As editoras viviam seu período áureo, com inúmeras publicações, alavancadas pela televisão que também vivia um grande momento, consolidando-se como poderoso veículo de comunicação. Tarzan continuava sendo um dos gibis mais populares entre a garotada. As bancas de jornais, revistas e gibis recebiam novidades todos os dias. 

                
              Tarzan                      Jace Pearson       e        Bat Masterson
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             Os três gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis 

E, as editoras, aproveitando o sucesso dos inúmeros personagens de séries da TV, exploravam incansavelmente sua imagem e, muitas vezes, os colocavam em capas de gibis cujo conteúdo, na verdade, nada tinha a ver com eles. 

## Os heróis do Velho Oeste americano imperavam, soberanos, na preferência dos jovens leitores da época. Cada um daqueles garotos que disputavam seu lugar nas sessões de cinema que exibiam os chamados "bang-bang", ia para a matinê de domingo (em que geralmente era exibido, além do filme principal, um seriado no final), abraçado com inúmeros gibis para a famosa "permuta" com os amigos. Era uma época de muita inocência e hoje podemos dizer que foi "uma época muito especial". 

 

Abordagem:

 

As bancas de jornais e revistas no início dos anos 60 passaram a ser um local importante para a vida das pessoas, não só nas capitais, mas também nas cidades menores do interior do país. Diariamente chegavam novos exemplares e novos lançamentos. Sempre havia novidades.

Tudo era muito positivo e a afeição que tínhamos por Zorro (The Lone Ranger), Don Chicote, Buffalo Bill, Kid Colt, Cisco Kid, Flecha Ligeira, Rocky Lane, Gene Autry, Nevada, Roy Rogers, Rex Allen, Monte Hale, Bill Kid ou Billy Kid ou Billy The Kid, Cavaleiro Negro, Cavaleiro Fantasma, Kit Carson, Durango Kid, Hopalong Cassidy, Lassie, Rin-Tin-Tin, e muitos outros, inclusive Jerônimo, o herói brasileiro, diferentemente do que pensavam alguns educadores da época, nos transformou - praticamente sem exceção - em adultos conscientes de que sua infância foi bem aproveitada e de que a possível violência das histórias que líamos, ficaram restritas às histórias, apenas isto. 

 
      Cavaleiro Negro          Cavaleiro Fantasma      Rei da Polícia Montada
                          
               Os três gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

## Epopéia, editada pela Ebal, conforme já foi dito no módulo sobre a "Década de 1950", ressurgiu em formato reduzido e sobreviveu durante longo tempo, transformando-se em Epopéia Tri, dentro da mesma concepção, com histórias e personagens muito bem desenvolvidos (há, inclusive, a presença de inúmeros personagens históricos americanos em suas páginas). É claro que esses desenhos, por muitos considerados perfeitos, tinham seus críticos, e não foram poucos os que os consideravam extremamente acadêmicos, acanhados e "desprovidos de criatividade". 

Mas, na verdade, eram edições de alta qualidade e, no caso de Epopéia, em sua segunda fase, continham histórias produzidas pelo italiano Gino D'Antonio (1927 - 2006), autor da conhecida "Storia del West", indiscutivelmente um marco na literatura sobre o Velho Oeste americano, curiosamente originada em um outro país, a Itália.

 
             Epopéia - A Diligência       O gibi original da Itália - Storia del West
               EPOPÉIA - Ebal - nº 16 - 1970 - A Diligência                           
Gibi do meu acervo: https://70-anos-de-gibis           www.e-bay.com
 

## No início da década, aproveitando o sucesso das revistas em quadrinhos e sua relação direta com os heróis que ocupavam as telas do cinema, a Ediex (Editora Editormex), num projeto que teve grande sucesso, lançou simultaneamente os gibis Superaventuras, Foto Aventuras e Antar, todos reproduzindo filmes de aventuras (portanto com fotos do próprio filme), os quais tinham, muitas vezes, seus títulos alterados em relação ao título escolhido para exibição nos cinemas brasileiros. 

                           Os primeiros Gibis Ediex (fotos de filmes):     
      
      Superaventuras nº 1      Foto Aventuras nº 1             Antar nº 1
                        
                   Os três gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

Consta que os títulos publicados nesses gibis eram a tradução do título do filme na França ou na Itália. Na verdade, esses gibis foram publicados anteriormente, no final da década de 1950, na França, com uma qualidade de papel e de reprodução das fotos, bem superior à brasileira. 

A série Antar, inicialmente publicava filmes do herói Tarzan e, num segundo momento, de Jim das Selvas, passando depois a publicar filmes ligados à selva e outros. O resultado em relação à aceitação do público foi excelente, o que levou a Ediex a lançar as séries Cosmos Aventuras, Ultra Ciência, Foto West e Colt 45

                    Foto West nº 16 - Ediex                  Colt 45 nº 13 - Ediex
                   Rio Bravo (Rio Grande)               O Preço de um Homem
                                                     
                   Ambos os gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis                                  

Houve também um lançamento intitulado Risko, o mergulhador que apresentava um híbrido entre fotos e desenhos e que teve relativo sucesso, mas também não sobreviveu. Por volta de 1964, foram lançadas outras séries: Foto Heroísmo, Foto Audácia, Foto Star Corsários e Foto Star Capa e Espada. Posteriormente foram editadas Lei do Oeste e Foto Crime, que não passaram de meia dúzia de edições. 

Paralelamente, a TV avançava ocupando importante espaço na divulgação de filmes, muitos deles os filmes mais antigos, que eram o objeto desses gibis. Além disso, as dificuldades econômicas da época, impedindo a substituição de maquinário entre outros aspectos, impactaram a produção de papel adequado a essas publicações, encarecendo-as e acabando por inviabilizar sua continuidade. No decorrer de 1967 o projeto esgotou-se, cessando a edição desses gibis. 

Para se avaliar corretamente a importância que as publicações da Ediex tiveram naquele momento, é preciso considerar que, no início dos anos 60, poucos lares brasileiros tinham televisão e, naquela época, nem se sonhava com uma fita VHS e, muito menos, com os filmes em DVD. Tudo isso viria pelo menos 25 anos depois, portanto, para nós que não tínhamos qualquer possibilidade de rever um filme, a não ser quando, milagrosamente, ele voltasse a ser reapresentado nos cinemas de nossas pequenas cidades, as revistas da Ediex eram a nossa fita VHS ou o nosso DVD e, para uma atualização mais recente, nosso Blu-ray. 

Um aspecto dos mais importantes sobre esses gibis é que foram publicados inúmeros filmes considerados clássicos, não só faroestes, mas também outros filmes de aventuras. Podem ser citados: Os Brutos Também Amam, Matar ou Morrer, Kit Carson, Rio Vermelho, Forte Apache, Rio Grande, O Pirata Sangrento, Álamo, Céu Amarelo, O Preço de um Homem, Gunga Din, O Gavião e a Flecha, Hatari!, Os Canhões de Navarone, Aliança de Aço, Winchester 73, Terra Bruta, Duelo de Titãs, A Lenda dos Desaparecidos, Billy Budd, Galante e Sanguinário, entre outros.

                    Três grandes faroestes clássicos publicados pela Ediex:
Os Brutos Também Amam  Matar ou Morrer            Forte Apache
         c/ Alan Ladd                 c/ Gary Cooper    c/ John Wayne e Henry Fonda
                      
               Os três gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

## Independentemente desses gibis que reproduziam filmes, havia, sem dúvida, uma relação direta entre os quadrinhos propriamente ditos, o cinema e a televisão. Ao mesmo tempo que os "mocinhos" e heróis protagonizavam filmes e seriados de televisão, os quadrinhos procuravam ocupar seu espaço junto ao mesmo público desses filmes e seriados, com suas histórias quadrinizadas. O fato é que a televisão venceu a disputa, pois o público preferia acompanhar as aventuras de seus heróis na tela e, portanto, com movimento. Com isto, à medida que a televisão se popularizava, caia a procura pelos quadrinhos, e os editores, desmotivados, foram deixando de publicá-los. 

## Os USA mergulhavam naquele que seria um dos momentos mais tristes de sua história: a Guerra do Vietnã, responsável pelo desaparecimento de milhares de jovens convocados para defenderem a nação americana, uma missão quase suicida, em uma região completamente desconhecida e que jamais cedeu à pressão e ao poder dos USA.

## Dessa forma, um pouco antes da metade da década de 1960, já por volta de 1964, os quadrinhos tradicionais e os gibis em geral, infelizmente para aqueles que os apreciavam, começaram a experimentar, no Brasil, uma forte crise, fruto, principalmente, do acesso à TV por grande parte da população de classe média. Assim, era possível assistir na TV, gratuitamente e, como já foi dito, com movimento, as mesmas histórias com seus heróis preferidos, as quais somente eram conhecidas, até então, por intermédio dos quadrinhos e do cinema, ambos pagos, diferentemente da TV

Foi, até aí, indiscutivelmente, conforme já afirmei antes, a melhor época dos quadrinhos no Brasil. É difícil, hoje, encontrar alguém que tenha vivido sua infância e juventude naquele período - anos 50 até metade da década de 1960 - e que não se lembre dos inúmeros personagens que ocupavam as páginas daqueles gibis, e mais: a grande maioria devorou avidamente cada novo gibi publicado, aguardando sempre com impaciência, a chegada às bancas das novas edições.

## Alguns novos gibis surgiram nessa época, geralmente relativos às séries de TV, mas a maioria teve vida curta, isto é, sua duração acompanhou praticamente o mesmo tempo de permanência no ar, desses seriados, praticamente todos oriundos dos USA, tais como: O Paladino do Oeste, Gunsmoke (Matt Dillon), Bonanza, Combate, O Agente da UNCLE, O Homem do Rifle, Wyatt Earp, entre outros. 

         Combate         Matt Dillon (o ator James Arness)   O Agente da Uncle
                                                   de Gunsmoke
                                             Gibi Reis do Faroeste               Gibi Quem Foi?
                              QUEM FOI? - Ed. Ebal - O Agente da U.N.C.L.E. - nº 75 - Abril 1967 - Napoleon Solo e Illya Kuryakin
                Os três gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis    
       

## Outro aspecto que contribuiu fortemente para o desaparecimento de inúmeros gibis, já abordado anteriormente, foi a difícil situação econômica do Brasil, à época, com altos índices de inflação, permanente aumento de preços de matérias primas e mesmo elevação de custos operacionais, impedindo investimentos e obrigando as empresas a decidirem por produtos que, efetivamente lhes trouxessem retorno. 

Um outro exemplo típico foi Portugal, onde, também, os quadrinhos experimentaram forte queda à época. Havia um gibi-revista lá publicado, O Mosquito - tradicional e admirada publicação - que era editado semanalmente até por volta de 1953, quando cessou sua edição. Tentou-se reeditá-lo em 1960 e 61, sem maior sucesso, mas nem por isso deixa de ser um marco na publicação de gibis, em que Portugal ocupou e ocupará sempre um lugar de destaque.

## Não obstante, ainda havia espaços a serem ocupados no Brasil. Os personagens Disney, demonstrando que para os "gibizinhos" infantis, coloridos, ainda havia um horizonte, atingem alto grau de penetração entre o público brasileiro, e não só o público infantil. Um deles, o simpático Zé Carioca, que havia sido desenvolvido anos antes, com base no lendário "malandro carioca", atinge uma popularidade enorme. Pode-se dizer que foi uma época em que "todos liam O Pato Donald".

 
       Donald e sobrinhos                Donald                         Zé Carioca
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                                As três imagens    -   www.pinterest.com
 

## É nessa época, mais precisamente em 1962, que surge nos USA, um personagem intrigante - O Homem-Aranha - um humano que depois da picada de uma aranha radioativa desenvolve superpoderes, o jovem estudante Peter Parker, criação de Stan Lee e Steven Ditko, que alcançou grande sucesso nos anos seguintes, perdurando até os tempos atuais. Talvez o detalhe do sucesso do Homem-Aranha, tenha sido o fato de que os leitores mais jovens viram-se muito identificados com o personagem Peter Parker, um quase-adolescente.  

                                                      
                          O grande herói Homem-Aranha
                      /album/galeria-de-fotos/o-homem-aranha-jpg/
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## Um caso peculiar foi o sucesso no Brasil - com o regular atraso em relação aos USA - dos personagens dos Estúdios Hanna Barbera, surgidos no final da década de 1950 (exceção para Tom & Jerry que já vinham dos anos 40) que, a exemplo dos personagens Disney, acabaram por ter enorme aceitação junto ao público infantil, e por muito tempo, avançando pelas décadas de 1970 e 80, mas ficaram muito mais no âmbito da TV do que no dos quadrinhos. 

Eram inúmeros e incontáveis personagens que ficaram para sempre na memória de crianças daquele período, e mesmo dos adultos que os acompanharam, entre eles: Os Flintstones, Os Jetsons, Pepe Legal e Babalu, Lippy e Hardy, Jambo e Ruivão, Zé Colméia e Catatau, A Turma da Corrida Maluca, O Leão da Montanha, Joca e Dingue-Lingue, etc. 

                                    
 O querido Zé Colmeia / Hanna Barbera      E aqui, Pepe Legal e Babalu

                             

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## E foi assim que, nessa nova era televisiva, para grande tristeza de seus admiradores, os quadrinhos considerados mais tradicionais e clássicos, tais como: Mandrake, O Fantasma, Cavaleiro Negro, Nevada (Red Ryder), Cisco Kid, Capitão Marvel, Flecha Ligeira, Buffalo Bill, Don Chicote e Tarzan, entre outros, gradativamente foram perdendo sua força e, infelizmente, passaram a ser procurados apenas por aqueles leitores mais saudosistas.  

## A predominância dos quadrinhos, a partir daí, passou a ser de personagens essencialmente infantis, alguns então recém-criados por Maurício de Sousa (Horácio, Papa-Capim, Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento, Magali), inaugurando uma nova fase: a do quadrinho genuinamente brasileiro produzido em larga escala.

 
   Bela cena da Turminha do Maurício          E aqui, Mônica
                           
                                                          Gibi do meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

Seus simpáticos personagens caíram no agrado do público e transformaram-se, em curto espaço de tempo, em companheiros da criançada, que passou a consumir não só as histórias em quadrinhos, mas também bonecos de plástico, de tecidos e de outros produtos. Com o tempo, e dentro dos novos conceitos mercadológicos, os personagens passaram a ser usados em inúmeros outros produtos: chaveiros, canecas, roupas infantis, mamadeiras, fraldas, medicamentos, jogos e brinquedos infantis, além de desenhos animados para a TV e filmes (desenhos) de longa duração, configurando-se como um dos projetos de utilização de imagem mais bem sucedidos da história brasileira. 

## Essas pequenas "revistinhas", ou "gibizinhos", vinham concorrer com O Pato Donald, Gasparzinho, Brasinha, Údi-Údi, Papai Noel, Mickey, Tio Patinhas, Zé Carioca, Bolinha, Luluzinha, Pimentinha, Zé Colméia, Flintstones, Manda-Chuva, Recruta Zero, entre outros. 

 
            Luluzinha                  Pimentinha                  Recruta Zero
               
             Os três gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

Concorriam, também, com aqueles infanto-juvenis por excelência, e mostrando grande disposição, gibis como Superman, Batman e Homem Aranha. Neste último grupo, novos heróis foram surgindo, como é o caso de O Incrível Hulk, de Thor (retomado), e de Wolverine (este, para mim e meus sobrinhos Valéria e Rafael, um de nossos heróis preferidos), para citar apenas alguns poucos. 

              Hulk                                Thor                                Wolverini
                
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Todos estes heróis estão dentro de um novo conceito em que predomina não mais a nitidez e a rigidez do traço sequencial, mas sim o proposital traço irregular, ambíguo e sombrio e, muitas vezes, nos quadrinhos, de difícil interpretação à primeira vista. 

## Surgiram nessa fase, quadrinistas e cartunistas brasileiros de grande valor, extremamente criativos, mas dentro de uma concepção moderna, arrojada, muitos deles fazendo crítica ao governo militar, entre os quais podemos citar Henfil (personagens Fradim, Graúna, Bode Orelana, Caboco Mamadô, etc), Ziraldo (personagens Turma do Pererê, Menino Maluquinho, Supermãe, etc), além de Jaguar e Millor Fernandes, que já atuavam no mercado há algum tempo, todos eles publicando seus trabalhos em tiras de jornais e utilizando o irreverente jornal "Pasquim" como veículo. Tanto o jornal quanto cada um deles tiveram grande aceitação do público e um sucesso sem precedentes. 

        Ziraldo e a Turma do Pererê        Geraldão, de Glauco
                                                                    
           Ambos os gibis são de meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

Mais tarde esse time foi reforçado por Angeli, Laerte, Glauco e Adão Iturrusgarai (personagens Los Tres Amigos, Wood & Stock, Rê Bordosa, Piratas do Tietê, Geraldão, Aline, Rocky & Hudson, etc), cujos personagens, de grande identificação com o público, estão todos eles, hoje, definitivamente integrados à cultura brasileira. 

## A chamada BD - Banda Desenhada franco-belga, sempre criativa e produtiva, lançou o gibi Comanche, já no final da década - em 1969 - criação de Hermann & Greg, mas que, na verdade, só apareceu no mercado brasileiro muitos anos depois, praticamente já na década de 1980, quando, infelizmente, já se observava forte declíneo do gênero western. Na verdade, o momento tinha dois protagonistas muito bem delineados: os heróis-mirins já consolidados e os super-heróis que dia-a-dia ocupavam mais e mais espaço.

Comanche tem um enredo vigoroso. É ambientado no Velho Oeste americano, trazendo a jovem proprietária de terras no Estado do Wyoming, conhecida por Comanche, o rústico cowboy Red Dust e o velho Ten Gallons, além de outros personagens, vivendo histórias muito bem elaboradas e com ilustrações primorosas, algumas cenas são cinematográficas. 

                                                                             
                         Os personagens principais de Comanche
                            Comanche - Red Dust - Ten Gallons
                     
                                         

Conclusão

Indiscutivelmente, a exemplo do que ocorreu com a década de 1950, tivemos outro período quase tão significativo na década seguinte - 1960 - para os quadrinhos no Brasil, com um efeito ligeiramente negativo decorrente das profundas mudanças ocorridas em 1964 no cenário político. Seguiu-se um período de ajustes econômicos com, evidentemente, fortes impactos no poder aquisitivo da população e, em decorrência, no consumo de uma forma geral. 

A década chegava ao seu final, com o governo acenando com grandes realizações para os anos seguintes.

Registre-se que os gibis da Ediex, com sua publicação de filmes em preto-e-branco, desapareceram definitivamente de circulação, uma vez esgotada sua fórmula, sendo mantidos apenas entre os inúmeros colecionadores que surgiram, lembrando que todos esses gibis já passaram dos 50 anos, estão caminhando rápido para os 60 !!!

Já entrávamos pela década de 1970. 

                                        
 
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- FIM DO MÓDULO

- CONTINUA NO MÓDULO: Breve Histório sobre GIBIS - Década de 1970