Breve Histórico sobre GIBIS - Brief History About COMIC BOOKS

- Década de 1980 e posteriores (1980's and later)

Autor: Afonso - e-mail de contato: e70anosdegibis@yahoo.com

Os primeiros registros neste módulo ocorreram em 03/2014.

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                                  Brasil - Anos 80 - Revolução das Telecomunicações
                                
                                                          https://super.abril.com
 
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Introdução:

 

## Os anos 80 foram, comprovadamente, um período difícil para os brasileiros. 

O governo militar já dava sinais de que não duraria muito tempo, até pela pressão popular de eleições diretas. A economia brasileira também não ia bem, a inflação atingia níveis preocupantes, os juros encontravam-se em rota ascendente e os investimentos se reduziram de forma acentuada. Isto se refletia em praticamente todas as atividades e não poderia ser diferente com os quadrinhos. Aliás, havia muito pessimismo na época e as pessoas estavam muito mais preocupadas em como sobreviver do que em se divertir, em comprar um gibi e apreciar sua arte. 

Uma das áreas que felizmente cresceu a níveis expressivos na década de 1980, foi a de Telecomunicações, onde se registrou uma verdadeira revolução, com as empresas governamentais: Telebrás e Embratel comandando um "milagre" no Setor, cujos resultados se fazem sentir até hoje, com o Brasil totalmente integrado às mais modernas tecnologias e práticas, nada devendo a outros países. É ainda mais significativo esse aspecto, se considerarmos que as Telecomunicações, em todo o mundo, são indutoras de desenvolvimento em todas as demais áreas.

Os quatro primeiros anos da década foram de intensa discussão sobre a governabilidade do país, indefinida desde o processo de anistia aos que tinham acusações contra si, de ambos os lados, em decorrência do conflito ideológico surgido com o movimento revolucionário de 31 03 1964. O povo clamava pelas "Diretas já", o que foi conseguido, e Tancredo Neves foi eleito o Presidente da República, mas acometido de doença fatal, faleceu antes de sua posse, em abril/1985, o que levou seu vice: Sarney, a assumir a Presidência.

Foram anos difíceis, com alta inflação e planos econômicos ineficazes que, longe de trazerem resultados positivos, acabaram por penalizar a população. A década de 80 passou, historicamente, não só no Brasil, mas em toda a América do Sul, a ser conhecida como "A Década Perdida", um período em que  - econômicamente - não crescemos, na verdade estagnamos e, sob determinados aspectos, tivemos até um retrocesso. Raros foram os nichos de crescimento.

 

Abordagem: 

 

## Evidentemente, na área de editoração de livros, revistas e gibis, particularmente de gibis, não foram menores as dificuldades, impostas, principalmente, pela queda no consumo das famílias, em que pese ainda haver condições razoáveis de crédito no país. 

Editora Vecchi, tentanto relembrar os áureos tempos do Velho Oeste americano, lançou, em janeiro de 1980, o gibi em grande formato: Fort Navajo, originário da França, com aventuras do Tenente Blueberry, escritas por Jean-Michel Charlier e desenhadas por Jean Giraud, mais conhecido por Moebius ou GIR. Foi um gibi que alcançou grande sucesso, não só pela competência do argumentista Charlier, mas também pelos belíssimos desenhos de Jean Giraud, extremamente fiéis ao ambiente em que as histórias se situam: o Velho Oeste americano. São gibis que tiveram grande sucesso na Europa: Bélgica, França e Itália - e, de uma forma especial, em Portugal, onde até hoje há grande procura por seus exemplares. 

 

           Temos aqui um desenho primoroso, de                                 Abaixo, também de Giraud,

               alta criatividade, de Jean Giraud,                                        capa de Fort Navajo - nº 01

                     usando o preto-e-branco.         

        
                                                 
                             www.pinterest.com                                         Gibi do meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

## Tendo como inspiração o western spaghetti "O Grande Silêncio" de 1968, dirigido por Sergio Corbucci, o belga Yves Swolfs desenvolve o personagem Durango, lançado em 1981, calcado no papel vivido por Jean-Louis Trintignant - "Silence", com desenhos primorosos. É impressionante a capacidade produtiva e a criatividade franco-belga nos quadrinhos, observando-se que, desde TinTim, de Hergé, inúmeros personagens foram criados, cada um com sua característica própria, mas todos, sem exceção, com enorme carisma e grande riqueza de caráter, produzindo exemplos edificantes. Durango demoraria anos para chegar ao Brasil, mesmo assim nos chegou via gibis produzidos em Portugal. 

 
 
             Abaixo, um quadrinho de Durango, que dispensa comentários
                     É uma cena cinematográfica, simplesmente perfeita.
                                                   Arte de Yves Swolfs
         
                    
                Imagem extraída de gibi de meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

## As editoras brasileiras tentaram, com esforço, lançar gibis até interessantes, como foi o caso de "Aventura e Ficção" e "Storm" da Editora Abril, e "Clássicos da Década - Anos 80" da Ebal, mas havia uma certa inércia por parte dos leitores, isto é, não conseguiram ver claramente os produtos de alta qualidade que tinham à frente e, infelizmente, eles passaram meio despercebidos. 

Em Clássicos da Década há um dos exemplares com uma formidável aventura do Sargento Rock, magistralmente desenhada por Joe Kubert, em cuja história surge ninguém menos que o Superman (este gibi está publicado neste site no módulo "Produtos - Acervo" e faz parte dos destaques de "Momentos Mágicos dos Gibis"). 

A Ebal, em suas derradeiras tentativas nessa época difícil, lançou o gibi Reis do Faroeste no formato e na mesma linha de Epopéia Tri da década de 1970, com histórias parecidas com as belas aventuras da Storia Del West (criação do italiano Gino D'Antonio), mas agora produzidas por Sérgio Bonelli, com belos desenhos de Franco Bignotti. Lamentavelmente em que pese a qualidade dessas edições, o Velho Oeste já não empolgava tanto os jovens leitores que vinham surgindo, e sua duração foi curta.

 
                 Clássicos da                         Reis do Faroeste                                    Mundo de Aventuras 
                     Década
             c/Sargento Rock                    Série Estrela Negra                                          de Portugal                                        
 
ESTRELA NEGRA - série da coleção REIS DO FAROESTE - Ebal - nº 12 -  Fevereiro 1981 - de Sergio Bonelli
Os dois primeiros gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis                                     
Mundo de Aventuras -  https://ogatoalfarrabista.wordpress.com

 

## Vale registrar mais uma vez, e o faço com grande admiração, a verdadeira paixão que se percebe por parte de nossos irmãos portugueses, em relação aos quadrinhos - a chamada BD (Banda Desenhada) - com incontáveis e preciosas publicações de autores de todas as origens, inclusive publicações na forma de gibis-revistas como O Mosquito e Mundo de Aventuras, entre outras, vindas de décadas anteriores, contendo reportagens, entrevistas, informações diversas e ... quadrinhos !!! 

Portugal sempre publicou, em edições de comprovada qualidade, os grandes criadores franco-belgas dos quadrinhos, podendo-se evidenciar o pioneirismo ocorrido em relação a TinTim, de Herjé, quando Portugal, ainda na década de 1930, foi um dos primeiros países a publicá-lo.

## Asterix & Obelix, Lucky Luke, Humpa-pá (ou Umpa-pá), Os Túnicas Azuis, Comanche e Blueberry (Fort Navajo), grandes representantes da chamada "Banda Desenhada Franco-Belga" venderam muitos exemplares na década, no Brasil, numa espécie de "descobrimento" ou mesmo de "redescobrimento" de alguns personagens. Outra importante "descoberta" foi de Ken Parker, desta vez oriundo da Itália

Portugal continuou, na década, a editoração de belos exemplares de gibis, notadamente aqueles de personagens criados pela citada BD Franco-belga, com inúmeras publicações de reconhecida qualidade. 

 

## A irreverente e criativa turma brasileira de cartunistas, composta por Millor, Jaguar, Ziraldo, Angeli, Laerte, Glauco, Adão Iturrusgarai e outros, continuava a todo vapor, com seus personagens marcantes, de grande identificação com o público e que, com uma fina e ferina ironia, faziam a alegria dos leitores.      

            Abaixo, um exemplo da criatividade e da irreverência dos                     E, abaixo, 

                        cartunistas brasileiros - Los Tres Amigos,                                    Geraldão

                                   de Angeli, Glauco e Laerte                                                     de Glauco                 

  

                       Imagem do meu acervo: https://70-anos-de-gibis            Gibi de meu acervo-70-anos-de-gibis

 

## Sobre os super-heróis, merecem, sem dúvida alguma, um registro especial, Super Homem (Superman) e Batman, que foram obtendo a crescente simpatia de novos leitores que surgiam a cada dia, transformando-se em casos raros de gibis que sobreviveram (e ainda sobrevivem) a décadas de editoração. 

 
                                               Superman                                                         Batman

                                    

                                     Ambos os gibis são do meu acervo:https://70-anos-de-gibis                      

 

## Outro personagem que, como Superman e Batman, demonstra incrível capacidade de sobrevivência é TEX, o "Ranger do Texas", na verdade criado na Itália, no final da década de 1940, por Bonelli Galleppini  -  já abordado em inúmeros outros momentos neste site  -  e que continua "cavalgando soberano pelas pradarias", incólume às ameaças de toda ordem e ganhando novos leitores a cada dia. É realmente um fenômeno e, curiosamente, foi a partir dos anos 70/80 que TEX consolidou sua presença em terras brasileiras. TEX hoje é publicado em inúmeros países, por diversas editoras, em preto-e-branco e a cores, e em formatos os mais diversos. 

 
                              Dois Momentos Singulares da Longa História de TEX no Brasil
                                      
  Abaixo, um belíssimo exemplar de TEX ainda dos     E aqui, a página 45 de TEX - Edição Especial
            tempos da antiga Editora Vecchi - 1980                               Colorida - nº 8 - fev/2017 
                     
                            Arte de Galleppini                                                    Arte de Sergio Tisselli                       
                           
                               Ambas as imagens são de gibis do meu acervo: https://70-anos-de-gibis
 

 

Anos Posteriores, a partir da Década de 2000:

                                                                       

## Assim, dentro dessa evolução natural,e já utilizando inclusive os recursos da computação, é que surge no Brasil, nos anos finais do século XX, o chamado "mangá", nada mais que o velho gibi modernizado sob a ótica e os costumes japoneses, cujos desenhos de alto nível, tanto de criação quanto de composição, fizeram e continuam fazendo enorme sucesso em todo o mundo, principalmente junto ao público jovem. 

## Na esteira de TEX, a Bonelli (Itália) vem publicando, ao longo dos últimos anos, Mágico Vento, um herói do Velho Oeste (um índio), criado por Gianfranco Manfredi, em 1997, com poderes sobrenaturais, uma "mistura" interessante que vem proporcionando considerável sucesso para o gibi, além de publicar o cativante personagem "Mister No", criado pelo próprio Sérgio Bonelli, em 1975, sob o pseudônimo de Guido Nolitta

No Brasil, atualmente, quem edita TEX, Mágico Vento e Mister No, é a Mythos Editora. Os dois primeiros personagens - TEX e Mágico Vento - de uma forma até nostálgica, são os últimos representantes do Velho Oeste, em terras brasileiras. Mister No, extremamente carismático, tem seu público muito bem definido e fiel, apesar de que, para nossa tristeza, me chegaram informações (em 2018) de que estaria sendo suspensa sua editoração no Brasil.

 
    Abaixo, a figura soturna de Mágico Vento                             E Mister No
                                                                                              (arte de Roberto Diso)
 
                               
 
            www.devrimkunter.deviantart.com     Imagem da contra-capa de gibi de meu acervo
 
 

## E, também no Brasil, uma heroína calcada nas grandes personagens da selva - lembrando Sheena, Nyoka, Tiger Girl, Lorna, Rima, Tygra (todas já publicadas neste site), etc (*) - surgiu por volta de 2005, com um forte viés erótico. Trata-se de Jaguara, uma poderosa índia da selva amazônica, tida como "guerreira e soberana", e que teve um gibi ricamente ilustrado por seu criador - Altemar Domingos - num trabalho muito interessante. Tenho informações sobre uma sequência, mas ainda estou pesquisando a respeito. 

A propósito, na década de 1950, surgiu na Alemanha (no cinema) uma heroína das selvas, na mesma linha de todas as já citadas: Liane, a Selvagem (Liane, Jungle Goddess,1956) que aparecia praticamente nua, assim como Jaguara, 50 anos depois. Pesquisei sobre Liane, mas só encontrei filmes, não há referências a gibis (quadrinhos). Seguem, abaixo, três imagens da desconhecida Liane (a atriz Marion Michael, de uma rara beleza).

 
                                         Liane - Cartazes                                           Marion Michael - uma foto 
 
   
                                                      As três imagens: www.google.com
 

(*) há uma infinidade de heroínas das selvas. Encontrei um interessante site a respeito, que indico aos internautas: https://www.gwthomas.org/junglegirllist.htm

 

Uma das representantes da "equipe feminina" das Selvas      Abaixo, o gibi Jaguara, da Via Lettera Editora 

Rima - Belos desenhos de Joe Kubert  e  Nestor Redondo                     

                                        
              Imagem cedida pelo internauta Luis Peix                      Gibi de meu acervo: https://70-anos-de-gibis 

                      

 

## O fato é que poucos personagens vêm surgindo nos últimos tempos, sendo a maioria personagens importados, constituindo-se, muitos deles, apenas em uma nova abordagem de antigos heróis, mas todos dentro de uma nova e moderníssima ótica, cujos desenhos apresentam - graças à computação - um nítido sentido de movimentação, praticamente impossível de ser obtido em desenhos mais antigos. Podemos citar como representantes desse grupo, entre outros: Cavaleiros do Zodíaco, Conan (revisão), Vagabond, Samurai X, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Sentry - O Sentinela, Star Wars e X-Men. Também em caráter de revisão, podemos citar: Thor, Hulk, Capitão América e Homem de Ferro; e mesmo Batman, Homem-Aranha e Superman, em novas e cuidadas edições/reedições. 

 
                                        
 
                                                                    Gibis de meu acervo: https://70-anos-de-gibis  

                                                                                              

Nos dias atuais, a Panini Comics - editora de origem italiana - mais conhecida pela edição de álbuns de figurinhas de alta qualidade, vem atuando fortemente no Brasil, publicando os gibis das gigantes Marvel e DC, além de outras, com produtos de alto nível, luxuosas encadernações, papel da melhor qualidade e impressão primorosa. Esses muito bem elaborados gibis acompanham a chamada "onda" dos super-heróis no cinema, com frequentes novidades, isto é, a todo momento surge um novo filme de um grande super-herói.  

## Um crescimento impressionante foi observado em relação à produção de Maurício de Sousa, um brasileiro que, conforme já registrado neste site em momentos anteriores, dedicou-se aos quadrinhos, criando uma quantidade enorme de personagens infantis e que, nos últimos tempos, inovou, lançando gibis desses mesmos personagens mas já adolescentes, chegando à idade adulta, como forma de manter sua identidade com aqueles pequenos leitores de anos atrás que cresceram, evidentemente. Maurício tem uma criatividade sem precedentes e vem conseguindo novos pequenos leitores a cada dia.

 
                                                          Vejam como se conta uma história em dois quadrinhos:

             

                                                                       Publicado pelo jornal "O Estado de São Paulo" em 16/04/2016
 
 
 

## Nos últimos tempos, mais precisamente a partir de 2013, o desenhista Primaggio Mantovi, italiano, radicado no Brasil, num enorme e bem sucedido esforço editorial, vem produzindo belíssimos Almanaques de Rocky Lane, além de outros gibis (Reis do Western, Cine Quadrinhos), constituindo-se em um momento singular do gibi em terras brasileiras. Primaggio conhece profundamente a história de Rocky Lane, tanto no que se  refere aos gibis quanto aos inúmeros filmes estrelados por Allan "Rocky" Lane, o cowboy da camisa listrada, que fazia a alegria da garotada da década de 1950 (na qual me incluo). Além disso, possui muito conhecimento sobre Zorro (The Lone Ranger), Flecha Ligeira, Don Chicote, Tim Holt, Roy Rogers, e outros, e sobre as inúmeras séries de TV exibidas nos canais brasileiros nas décadas de 1960/70.  

                                               

## Espera-se realmente que essas publicações - tanto dos velhos quanto dos novos heróis - continuem no agrado do público, de forma que possa ser ampliada sua tiragem, mantendo-se viva a chama dos quadrinhos, fortemente impactados hoje pelo uso generalizado das novas tecnologias, que facilita o acesso de leitores a mídias até pouco tempo desconhecidas, as quais, a rigor, dispensariam o uso do papel e, portanto, o manuseio dos gibis. 

- Isto nós não queremos! 

- Queremos, sim, o gibi-papel

- Que se implantem novas tecnologias, mas que se mantenha a publicação em papel!

 

Abaixo, um resumo de personagens - com suas respectivas idades em 2019 - surgidos na década de 1980 e seguintes:

 
  39 anos (1980) - Durango, O Menino Maluquinho, Storm
  38 anos (1981) - Geraldão
  36 anos (1983) - Piratas do Tietê
  35 anos (1984) - Rê Bordosa, Bob Cuspe, Skrotinhos, Wood & Stock
  32 anos (1987) - Los 3 Amigos
  26 anos (1993) - Aline  
  22 anos (1997) - Mágico Vento 
  14 anos (2005) - Jaguara
  
 

Conclusão:

 

## Comprovadamente houve uma verdadeira revolução nos quadrinhos a partir dos anos 70/80, com uma forte tendência de se editar gibis predominantemente a cores. É claro que foram estabelecidos padrões de qualidade bastante superiores aos vigentes até então, Qualidade do papel, da impressão, em álbuns melhor elaborados, e desenhos a cores, foram os principais itens considerados. Os antigos gibis em "papel-jornal" e com desenhos em preto-e-branco foram perdendo força. 

Consolidaram-se vários heróis, alguns quase desapareceram, depois voltaram (e com grande força), outros surgiram, enfim, podemos afirmar que os quadrinhos enfrentaram galhardamente um período de grandes dificuldades, de muitas mudanças, mas também de muitas conquistas. Adentramos pelos anos 90 e no século XXI com muita coragem, grande determinação e reconhecida criatividade

As novidades editoriais que surgem a todo momento nos dão, felizmente, a certeza de que os quadrinhos possuem uma característica que lhes é peculiaríssima: a incrível capacidade de adaptação e sobrevivência.

Como exemplo dessa afirmativa, posso citar que, há pouco tempo adquiri, entre outros vários gibis, uma primorosa edição de Zorro (capa e espada) da Panini e, alguns dias depois, três exemplares de uma especial publicação de Tarzan, da Devir Livraria, com desenhos de Joe Kubert, além de outras três maravilhosas reedições da Ediouro de O Fantasma, e outras duas de Mandrake. São acontecimentos como esses que nos impelem para a frente, acreditando sempre na incrível força dos gibis. 

E, para nossa alegria, nestes tempos quase exclusivos dos "super-heróis", o desenhista Primaggio Mantovi continua editando regularmente no Brasil, alguns gibis voltados especificamente para os antigos heróis do faroeste, incluindo seus espetaculares Almanaques de Rocky Lane - que contêm histórias, também, de vários outros heróis do Velho Oeste -  havendo, pelo que sei, planos para edição de outros gibis, até mesmo filmes antigos quadrinizados o que considero uma notícia das melhores.  

OBS.: 

1) Registro feito já em 2017: Primaggio lançou o novo gibi em 2016, com o título "Reis do Western" e já editou em 2017, um segundo número com o título de "Almanaque Reis do Western". Vejam a publicação feita no módulo "Produtos - Acervo", de ambos os gibis, com vários detalhes. 

2) Registro feito em nov/2018A: Primaggio lançou o gibi Cine Quadrinhos que já se encontra em seu terceiro número!!!

 
      Vejam o Almanaque Rocky Lane - nº 02 - 2013          E, abaixo, o Almanaque Reis do Western
 
                                                  Ambos: Produção de Primaggio Mantovi
 
                           REIS DO WESTERN - Almanaque - Ed. Laços - 2017
                                  Ambos os gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis    
 
                                  
                                Belíssima foto de Rocky Lane produzida por Primaggio                                              
                                 ROCKY LANE - Foto-Capa - produzida por Primaggio Mantovi - 2013
                                                        Acervo: https://70-anos-de-gibis

 

Adquiri, também, recentemente, um TinTim da Editora Schwarcz, com luxuosa encadernação, vários outros exemplares de TinTim na sua também moderna "encadernação-padrão atual", e um belo Superman da Panini. Aliás, tanto Superman quanto Batman, conseguiram, com certa galhardia, atravessarem esse longo período de altos e baixos, até os dias atuais - cerca de 70, praticamente 80 anos !!! - de uma forma relativamente tranquila, isto é, graças ao carisma de ambos e dos competentes traços de vários desenhistas e ilustradores, além de alavancados pelos vários filmes feitos promovendo os dois personagens, mantêm-se sempre no topo das publicações. 

Cuidadosas edições de TEX, com papel de alta qualidade e magnífica impressão, têm sido lançadas com ilustrações de altíssimo nível, em preto-e-branco e a cores, várias delas rememorando gibis antigos lançados originalmente em preto-e-branco. É incrível a força que tem TEX de extrair o melhor de seus desenhistas. Percebe-se claramente a verdadeira paixão que desenhistas como Cláudio Villa e Fabio Civitelli, apenas para exemplificar, têm pelo personagem, certamente um dos motivos da longa e profícua existência do herói.

E belíssimos exemplares de Batman e Superman (reedição com seus principais desenhistas) e de Guerra dos Tronos - um dos mais retumbantes sucessos editoriais e entre as séries de TV - têm sido disponibilizados também.

 
                                    Da Ed. Ediouro - 2014 - Reedições                                              Da Devir Livraria
 
                         Mandrake                                       O Fantasma                              O Tarzan de Joe Kubert
          
 
 
              TinTim - Ed. Schwarcz                          Superman - Panini                          O imbatível TEX  - Itália                                     
       
 
     
 
                                        Todos os seis gibis são do meu acervo: https://70-anos-de-gibis                      
 
 

Assim, pelo espírito hoje demonstrado pelas Editoras, pela qualidade das atuais publicações e por uma intensa diversidade de gibis, em que pesem as atuais dificuldades econômicas do país, podemos afirmar: 

 

                                 "GIBIS SÃO ETERNOS !!! "

 

- FIM DO MÓDULO GLOBAL - BREVE HISTÓRICO SOBRE GIBIS

 

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                                    Permaneça ligado:

MENSAGEM FINAL

Caro internauta, agradeço sua visita. Vamos dar um "pause" em nosso histórico sobre GIBIS. Poderíamos até dizer que chegamos ao fim.

Mas aqui não é o fim, efetivamente. A história prossegue. Ela é escrita dia-a-dia !!!

Continuaremos juntos. Temos um longo e, espero, agradável caminho pela frente.

A história dos gibis continua e continuará sempre. Será escrita pelos incríveis argumentistas, desenhistas e ilustradores que surgem a cada dia, pelas editoras corajosas que investem significativos recursos em sua produção e na promoção dos personagens, e continuará sendo escrita, também, por cada um de nós, leitores e divulgadores dessa eterna maravilha.  

Tenha certeza que você, com seu carinho, sua preocupação e sua atenção aos gibis, também está e continuará contribuindo para preservar a memória dessas incríveis publicações. 

Peço que divulgue este sitehttps://70-anos-de-gibis.webnode.com . 

Como eu digo no início de cada um dos módulos: "este site não tem fins comerciais, é um site cultural". Nunca tive intenção de auferir resultados financeiros com este trabalho. Ele existe apenas para preservar a memória e disseminar a belíssima história de nossos gibis, nossos personagens e seus criadores, nossos desenhistas, ilustradores e roteiristas, e nossos editores.

Agradeço e encerro com um dos mais belos quadrinhos que conheço:

 

                                                           O Príncipe Valente, de Hal Foster                                                           

                                          /album/galeria-de-fotos/hall-foster-magnifico-quadrinho-o-principe-valente-gif/

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                               ... até outra hora, 

                                         ... entre em contato, 

                                                    ... dê sugestões ...

                                                                 abrs., afonso    

 

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                                           "Um gibi levará você por muitos caminhos" - :: 70 ANOS DE GIBIS

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